Não importa o sotaque, de Norte a Sul temos a cebola ideal pra você

in #steempress4 years ago


Como previsto pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), cresceu o número de exportações de frutas no terceiro trimestre de 2020. O crescimento em volume foi de 6%, comparado ao mesmo período de 2019. Em receita, o valor permaneceu quase o mesmo que no ano anterior, cerca de US$ 512 milhões.

Dentre as principais frutas exportadas ficou em destaque o abacaxi, 173%, laranja, 148%, limão, 15%, banana, 17%, maçã, 12%, uva, 6% e manga, 2%. Em 2019, as exportações de laranja foram prejudicadas devido a problemas fitossanitários identificados nas frutas exportadas para a União Europeia, porém, em 2020 as exportações voltaram ao normal, animando os produtores, especialmente de banana, que exportaram um pouco mais de 69 mil toneladas.

Um exemplo é a banana produzida no Brasil exportada via terrestre, que está chegando na Argentina mais barata do que outros produtores, como a Colômbia, ponto favorável por aqui. Vale lembrar que o Brasil já começou a exportar melão para a China e a estimativa é que as exportações dessa fruta dobrem. Motivo suficiente para começarmos o ano já comemorando. Motivos não faltarão! Confirme e comprove em nossa matéria de capa. E não deixe de se manter informado nas próximas páginas. A Revista Campo & Negócios trabalha continuamente para que a sua produtividade seja motivo de conquistas diárias. Deixo com você um abraço carinhoso, na esperança de que este seja um ano ainda mais promissor para a agricultura brasileira.

A eficiência produtiva do olericultor brasileiro, de modo geral, vem aumentando ano a ano. Tal fato se deve a um somatório de fatores: avanços na nutrição mineral e adubação, ganhos genéticos advindos da introdução de novos híbridos e cultivares mais adaptadas, uso de sementes peletizadas, etc. Produtividade aliada à genética. A cenoura híbrida provém de um cruzamento entre duas linhagens puras, as quais contêm qualidades genéticas distintas, tornando-se assim um híbrido de qualidade superior, pois adquiriu o melhor em termos de genética das duas linhagens-mãe.

A produtividade da cenoura no Brasil gira em torno de 30 toneladas por hectare, isso segundo dados oficiais, porém, regiões com alto nível tecnológico podem alcançar produtividades bem maiores, inclusive no verão, que é um período desfavorável para o cultivo dessa espécie. As cultivares híbridas são a principal tecnologia utilizada para se obter uma produtividade muito acima da média (cerca de 20 a 30% a mais, sendo que alguns estudos chegam a com-provar até 40%). Os híbridos são materiais diferenciados, entretanto, só dão um resultado espera-do diante de melhorias nas condições de cultivo.

Essas sementes, associadas com a tecnologia de mecanização, como as se-meadoras a vácuo de alta precisão, fazem com que o produtor tenha uma redução de custos e melhor uniformidade na distribuição das sementes, e consequentemente, uma melhor uniformidade no tamanho das raízes e classificação. Esses híbridos são responsáveis pelo aumento significativo na produtividade, qualidade e adaptação em diversas regi-ões e épocas de cultivo.

Como implantar a técnica


É muito importante um manejo adequado para se obter os resultados esperados. A calagem bem feita e no momento certo contribui para a alta produtividade da cenoura. O preparo do solo também é uma junção dos cuidados que contribuem para o desenvolvimento da cultura, e deve ser feito na profundidade ideal, no momento adequado e visando reduzir eventuais adversidades.

Um dos fatores importantes também é a semeadura bem-feita utilizando máquinas de precisão, que permitem uma melhor distribuição das sementes, fornecendo condições favoráveis e competitivas para que essas sementes germinem e se estabeleçam.

Deve-se ter uma irrigação adequada visando o desenvolvimento satisfatório das plantas. Sobre as pragas e doenças foliares, é preciso pensar de maneira preventiva, evitando assim alguma doença ou praga que comprometa a produtividade da espécie. E, para finalizar, a adubação de cobertura utilizando os adubos solúveis com água do pivô de irrigação é essencial para fornecer os nutrientes necessários.

Resultados produtivos


A média nacional da produtividade da cenoura no Brasil é de 30 tone-ladas por ano. Já para os produtores que trabalham com as variedades híbridas e nas áreas tecnificadas, podem alcançar até 80 toneladas por ano. Podemos ver que a produtividade é bem mais elevada, isso devido ao híbrido ter adquirido o melhor da linhagem do cruzamento.

Sem errar


Fatores que influenciam o erro na produção de lavouras de cenouras são a escolha do cultivar de acordo com a região, o manejo inadequado, calagem feita na época errada, profundidades de plantio, semeadura sem precisão, falta e/ou excesso de adubação, que contribuem para a baixa produtividade da hortaliça. Além desses, outros fatores importantes são a irrigação e compactação do solo. Por se tratarem de tubérculos, solos compactados não favorecem o desenvolvimentos deles, pois não conseguem quebrar os torrões para se desenvolver.

Quanto à irrigação, as cenouras possuem algumas peculiaridades. Até 40 dias do plantio a irrigação é diária, até os 60 deve obedecer intervalos de dois dias, e até o fim do ciclo os intervalos devem ser de cinco dias. Existem vários híbridos de cenoura no mercado, logo, o produtor deve escolher o mais adequado para sua região de plantio, pois temperatura, foto período, chuvas e problemas fitossanitários influenciam significativamente a produção. Antes do plantio é necessário fazer uma análise do solo, para assim, de acordo com resultados obtidos, verificar a necessidade de calagem para a retirada da acidez do solo, pois o pH ideal para os cultivos de cenoura é de 6,5, seguido por uma adubação, se necessário.

Investimento Os híbridos de cenoura mais utilizados no verão custam, em média, R$ 471,00 o pacote com 100.000 sementes (cotação: dezembro de 2020). Seguindo a estimativa de plantio, utilizam-se, em média, 800.000 sementes/hectare, ou seja, o gasto de sementes para um hectare é de R$ 3.768,00. O custo da semente de cenoura convencional é de, em média, R$ 36,67 o pacote com 100 g, logo, utiliza-se, em média, 4,0 kg, ou R$ 1.466,80. A produção de cenoura do Brasil, em média, gira em torno de 30 toneladas por hectare, utilizando sementes convencionais. Para lavouras de cenouras que utilizaram sementes híbridas, o retorno foi de 80 toneladas por hectare.

Mulching reduz doenças em beterrabas


O mulching é uma técnica que recobre a superfície do solo de modo a proteger o cultivo da incidência de plantas daninhas e infestação de insetos, controlar umidade e temperatura e evitar o contato direto dos frutos com o solo. O plástico filme é o principal material utilizado para esse fim, mas há também o mulching orgânico, feito de resíduos aproveitáveis, como as palhadas.

Ao contrário do plástico, o mulching orgânico irá perder seu efeito após um ou dois anos de uso, mas apresenta alguns benefícios em relação a esse primeiro: aumenta o teor de matéria orgânica do solo, melhorando significativamente a estrutura do solo.

Opções


Em relação ao mulching plástico, ao menos dois tipos podem ser encontra-dos: os dupla face (preto e branco ou pre-to e prata) e o preto. O dupla face é usa-do com o lado preto voltado para baixo, desse modo, com a parte mais clara em cima, a temperatura do solo é amenizada, evitando a queima das folhas e frutos e, ao refletir a luz, direcionando-a para as folhas, auxilia na fotossíntese, repele insetos e evita o desenvolvimento de fungos foliares. O mulching preto, por sua vez, retém a temperatura do solo e, por isso, é recomendado para regiões mais frias.

Resultados na cultura da beterraba
Na cultura da beterraba, a convivência com as plantas daninhas pode limitar consideravelmente a produtividade. Um dos fatores que desfavorece as plantas de beterraba nessa briga por luz, água e nutrientes é o seu porte baixo. Em pouco tempo, as plantas daninhas tomam conta da lavoura e podem causar reduções na produtividade em mais de 70%. Em alguns casos, pode chegar até mesmo a 100%. As plantas daninhas também abrigam insetos e patógenos, e sua eliminação é essencial para o bom desenvolvi-mento da cultura.

A capina, no entanto, se não realizada com cuidado, devido ao espaçamento estreito das plantas, pode danificar as raízes da beterraba. Outra alternativa são os herbicidas, mas no caso de cultivos orgânicos ou agroecológicos, não são permitidos. É nesse contexto que o mulching ganha importância na cultura da beterraba. A cobertura do solo, ao propiciar menor incidência de luz, afeta negativamente a germinação de sementes de plantas daninhas. É uma excelente alternativa não só no controle, como também para economia de tempo e mão de obra, caso fosse realizada a capina.

Sem concorrência


A palha de café e o bagaço de cana--de-açúcar, quando usados como cobertura, reduzem a ocorrência de plantas daninhas, que são fisicamente impedi-das de emergir.

No entanto, o uso da palha pode ser ineficaz em alguns casos, principalmente se conter sementes de plantas daninhas, gerando uma infestação secundária. A espessura da cobertura também influencia no controle.

Menores infestações de plantas daninhas são observadas em coberturas vegetais com 4,0 a 10 cm de espessura. Alguns trabalhos demonstraram que a cobertura morta com centeio reduziu em até 100% a incidência de plantas daninhas em cultivos de beterraba.

Em outros estudos, a cobertura com palha de cevada e compostos de cogumelos também foram eficientes no controle, e ainda se observou um incremento na produção, com ganhos de sete a 10 vezes mais em comparação com o ren-dimento das parcelas em que não foram usadas coberturas para controle das plantas daninhas.

Ao manter a umidade do solo, o mulching também contribui para a maior eficiência no uso da água.O que vai determinar a escolha do mulching orgânico é a disponibilidade do material na região, mas são muitas as opções que podem ser empregadas para esse fim, além, claro, do mulching plástico.

Mulching reduz doenças em beterrabas


O mulching é uma técnica que recobre a superfície do solo de modo a proteger o cultivo da incidência de plantas daninhas e infestação de insetos, controlar umidade e temperatura e evitar o contato direto dos frutos com o solo. O plástico filme é o principal material utilizado para esse fim, mas há também o mulching orgânico, feito de resíduos aproveitáveis, como as palhadas.

Ao contrário do plástico, o mulching orgânico irá perder seu efeito após um ou dois anos de uso, mas apresenta alguns benefícios em relação a esse primeiro: aumenta o teor de matéria orgânica do solo, melhorando significativamente a estrutura do solo.

Opções


Em relação ao mulching plástico, ao menos dois tipos podem ser encontra-dos: os dupla face (preto e branco ou pre-to e prata) e o preto. O dupla face é usa-do com o lado preto voltado para baixo, desse modo, com a parte mais clara em cima, a temperatura do solo é amenizada, evitando a queima das folhas e frutos e, ao refletir a luz, direcionando-a para as folhas, auxilia na fotossíntese, repele insetos e evita o desenvolvimento de fungos foliares. O mulching preto, por sua vez, retém a temperatura do solo e, por isso, é recomendado para regiões mais frias.

Resultados na cultura da beterraba
Na cultura da beterraba, a convivência com as plantas daninhas pode limitar consideravelmente a produtividade. Um dos fatores que desfavorece as plantas de beterraba nessa briga por luz, água e nutrientes é o seu porte baixo. Em pouco tempo, as plantas daninhas tomam conta da lavoura e podem causar reduções na produtividade em mais de 70%. Em alguns casos, pode chegar até mesmo a 100%. As plantas daninhas também abrigam insetos e patógenos, e sua eliminação é essencial para o bom desenvolvi-mento da cultura.

A capina, no entanto, se não realizada com cuidado, devido ao espaçamento estreito das plantas, pode danificar as raízes da beterraba. Outra alternativa são os herbicidas, mas no caso de cultivos orgânicos ou agroecológicos, não são permitidos. É nesse contexto que o mulching ganha importância na cultura da beterraba. A cobertura do solo, ao propiciar menor incidência de luz, afeta negativamente a germinação de sementes de plantas daninhas. É uma excelente alternativa não só no controle, como também para economia de tempo e mão de obra, caso fosse realizada a capina.

Sem concorrência


A palha de café e o bagaço de cana--de-açúcar, quando usados como cobertura, reduzem a ocorrência de plantas daninhas, que são fisicamente impedi-das de emergir.

No entanto, o uso da palha pode ser ineficaz em alguns casos, principalmente se conter sementes de plantas daninhas, gerando uma infestação secundária. A espessura da cobertura também influencia no controle.

Menores infestações de plantas daninhas são observadas em coberturas vegetais com 4,0 a 10 cm de espessura. Alguns trabalhos demonstraram que a cobertura morta com centeio reduziu em até 100% a incidência de plantas daninhas em cultivos de beterraba.

Em outros estudos, a cobertura com palha de cevada e compostos de cogumelos também foram eficientes no controle, e ainda se observou um incremento na produção, com ganhos de sete a 10 vezes mais em comparação com o rendimento das parcelas em que não foram usadas coberturas para controle das plantas daninhas.

Ao manter a umidade do solo, o mulching também contribui para a maior eficiência no uso da água. O que vai determinar a escolha do mulching orgânico é a disponibilidade do material na região, mas são muitas as opções que podem ser empregadas para esse fim, além, claro, do mulching plástico.

ADUBAÇÃO INTELIGENTE NA COUVE-FLOR


Pertencente à família das Brassicáceas, a couve-flor (Brassica ole-racea var. botrytis), é uma horta-liça que vem sendo cultivada no Brasil durante o ano inteiro, graças aos programas de melhoramento genético, que desenvolveram cultivares e híbridos adaptados às altas temperaturas. Sua parte comestível é composta por uma inflorescência imatura que pode ter coloração branca, creme, amarela e, mais recentemente, roxa e verde, apresentando alto valor nutritivo, contendo as vitaminas A, B1, B2, B5 e C.No Brasil, as regiões sudeste e sul são consideradas as principais produtoras da cultura. O tamanho e a qualidade das inflorescências são considerados os aspectos mais importantes a nível de comercialização, sendo influenciados pelo manejo da adubação e pelas condições climáticas, dentre outros fatores.

Adubação fundamental
Dos nutrientes essenciais fornecidos por meio da adubação química, destaca-se o nitrogênio (N), que deve ser fornecido em níveis compatíveis às exigências de cada cultura e ao método de adubação utilizado. De modo geral, para solos que apre-sentam uma fertilidade baixa ou média, sugere-se uma aplicação de 150 a 200 kg ha-1 de N, no sulco de transplantio das mudas, e adubação de cobertura aos 15, 30, 45 e 60 dias após o transplante.

O N é o nutriente que mais influencia no desenvolvimento e crescimento das plantas, apresentando função estrutural, participando dos processos de absorção iônica, fotossíntese, respiração, multiplicação e diferenciação celular. Na couve-flor, a deficiência desse nu-triente influencia de forma significativa as variáveis vegetativas da planta, diminuindo o número de folhas, altura das plantas, o diâmetro da haste, área foliar e a matéria seca, além de causar o amarelecimento inicialmente das folhas mais velhas das plantas, entre outros sintomas.

Já o excesso de N resulta no atraso do florescimento, aspecto importante a ser considerado para a cultura, que tem como parte comercial a “inflorescência”.

Desafios


Uma das maiores dificuldades na recomendação do N para as plantas está relacionada à sua dinâmica no solo, por se tratar de um elemento muito complexo, em função das várias transformações que o mesmo vem sofrendo, como por exemplo, lixiviação, volatilização, nitrificação, desnitrificação, imobilização e mineralização, alterando assim a sua disponibilidade durante o desenvolvimento da couve-flor.

No Brasil, a ureia é o fertilizante nitrogenado mais utilizado, contendo uma concentração de 45% de N, proporcionando um menor custo por unidade do nutriente. Porém, sua aplicação no solo causa uma elevação do pH na região do grânulo do fertilizante no momento da hidrólise, acarretando elevadas perdas desse nutriente por volatilização na forma de amônia, diminuindo a eficiência dos fertilizantes nitrogenados e podendo atingir valores de até 35% do total do N que é aplicado.

Alternativas


Dentre as alternativas para minimizar as perdas desse nutriente está o parcelamento da aplicação, resultando em um maior aproveitamento pelas plantas. Entretanto, o parcelamento nem sempre é a alternativa mais rentável para o produtor, podendo gerar aumento significativo nos gastos com mão de obra.

O fornecimento parcelado de N após o transplantio das mudas de couve-flor promove um crescimento mais vigoroso, influenciando de forma positiva no aumento da produtividade, devido ao maior aproveitamento desse nu-triente pelas plantas.

Pesquisas


Estudos realizados por Takeishi; Cecílio Filho (2007), verificaram que o N foi o nutriente mais acumulado pela couve-flor, com a seguinte ordem decrescente: N>K>Ca>S>P>Mg. Pôrto (2009) verificou um maior acúmulo de N pelas plantas, seguido do K e do P. Estudos demonstram que o N foi o nutriente mais acumulado pela couve-flor, reforçando sua importância para essa cultura.

Sendo assim, várias pesquisas vêm sendo realizadas estudando as melhores estratégias para melhorar a eficiência no uso dos fertilizantes nitrogenados. Dentre elas, estão: o uso de inibidores de uréase (NBPT) e de nitrificação, adição de compostos acidificantes e o uso de ureia revestida com polímeros ou gel, gerando os fertilizantes conhecidos como de liberação lenta ou controlada.

Fertilização inteligente


Os fertilizantes de liberação lenta ou controlada envolvem a nutrição a uma taxa mais lenta que a dos fertilizantes usuais. Portanto, o período de liberação não é bem controlado. Até pouco tempo não havia diferença oficial entre os termos fertilizantes de liberação lenta e controlada.

Segundo Shaviv (2005), o termo de liberação controlada tornou-se aceitável quando os processos de produção se tornaram conhecidos e foram capazes de influenciar a determinação da taxa padrão e os períodos previsíveis para a liberação dos nutrientes nos fertilizantes.

Vantagens e desvantagens


O uso desses fertilizantes pode proporcionar vários benefícios para as plantas de couve-flor, como aumento da produtividade, economia de trabalho em função da diminuição ou até mesmo abolição do número de parcelamentos e redução nos impactos ambientais devido às menores perdas de N por lixiviação.

Esses adubos têm como propósito o fornecimento contínuo de nutrientes, sem excesso ou falta, favorecendo um compartilhamento homogêneo e simultâneo de seus nutrientes.

Entretanto, vale ressaltar que a liberação do N depende do período de liberação garantido pelo fabricante e das condições de umidade e temperatura do solo. Outra vantagem dos fertilizantes nitrogenados de liberação controlada para a cultura da couve-flor está na redução dos danos causados às raízes devido à alta concentração de sais, facilitando assim o manuseio e a redução dos custos de produção.

Como desvantagem, esses fertilizantes apresentam um alto custo, necessitando de dosagens adequadas e, às vezes, de altas temperaturas, caso se deseje uma liberação mais rápida. A couve-flor (Brassica oleracea var. botrytis) é uma hortaliça do tipo inflorescência, pertencente à família Brassicaceae, mesma à qual pertencem o repolho, o brócolis e a couve comum, sendo considerada uma espécie de clima temperado (Santos et al., 2011).

Espécie cosmopolita e com relevante importância socioeconômica, seu consumo é também considerado importante para a saúde e alimentação humana (Melo et al., 2016). Em se tratando de uma hortaliça delicada e tenra, constitui-se uma iguaria muito saborosa quando bem preparada, sendo, além disso, livre de gorduras e colesterol e apresentando baixos teores de sódio e calorias (Lana e Tavares, 2010).

De forma geral, as brássicas (como são denominadas as espécies pertencentes à família Brassicaceae) possuem a capacidade de extração nutricional elevada, além apresentar alta taxa de conversão em períodos relativamente curtos. Assim, é fundamental o conhecimento acerca da exigência nutricional da espécie, a fim de se fornecer quantidades adequadas e equilibradas de nutrientes (Melo et al., 2010).

Dessa forma, é essencial o manejo nutricional correto visando à produção desejada da cultura. Nutrientes essenciais No cultivo da couve-flor são requeridas grandes quantidades de potássio e nitrogênio, sendo estes exigidos em maior quantidade, quando comparados aos demais nutrientes.

Além disso, é uma cultura exigente em cálcio e enxofre (Filgueira, 2008). No caso do nitrogênio, este contribui para um rápido e vigoroso desenvolvimento, característica que está diretamente relacionada ao bom crescimento da inflorescência. Já o fósforo e o magnésio são nutrientes essenciais, pois favorecem a formação da inflorescência (May et al., 2007).É importante considerar também que muitos nutrientes já se encontram presentes na formulação de diversos fertilizantes, a exemplo do nitrogênio, cálcio e enxofre.

Dessa forma, as informações quanto ao teor presente nos fertilizantes destes nutrientes devem ser consideradas nas definições de quantidade da adubação, caso não haja consideração deste fator, como em deficiência ou excesso nutricional que poderão ocorrer, prejudicando o desenvolvimento e a produtividade das plantas (Bolfarini et al., 2017).

Manejo correto da nutrição


A couve-flor apresenta raízes que atingem em torno de 20 a 30 cm de profundidade no solo, tendo preferência por solos mais pesados, além de pouco tolerantes à acidez (Santos et al., 2011). Neste caso, o pH ideal está em torno de 6,0 a 6,8 (Filgueira, 2008).Segundo Bolfarini et al. (2017), a maior demanda nutricional pela couve-flor ocorre na fase intermediária da cultura, que compreende dos 43 aos 56 dias após o transplante. Assim, essa fase deve receber maior atenção dos produtores em relação à adubação.

A produtividade de uma cultura agrícola é inerente à tecnologia empregada em seu manejo. Assim, o emprego adequado da tecnologia disponível visando aumentar o rendimento da cultura deve ser feito de acordo com a disponibilidade de recursos do produtor. Segundo Filgueira (2008), o nitrogênio e o fósforo têm apresentado maiores respostas em produtividade pela couve-flor em condições experimentais. May et al. (2007) apontam a sequência de absorção de macronutrientes pela cultura em ordem decrescente: Com relação aos micronutrientes, os mesmos autores apontam que a exigência da couve-flor é maior em molibdênio, boro, cobre, ferro, manganês e zinco.

Benefícios


A calagem traz benefícios à maioria dos solos brasileiros, elevando-se a saturação por bases para 70-80%, aumentando também a disponibilidade de molibdênio (Mo) no solo. Contudo, ocasiona a diminuição da disponibilidade de boro (B), sendo ambos muito importantes para o bom desenvolvimento da cultura (Filgueira, 2008). Já menores valores de pH acarretam aumentos nas carências de micronutrientes, como o molibdênio, o qual vale ressaltar que, em casos de deficiência pode ocasionar a redução do limbo das folhas, provocando o surgimento de distúrbio ou anomalia fisiológica conhecida como “folha chicote”, distúrbio este que é passível de correção durante o desenvolvimento da planta até a colheita. Por outro lado, maiores valores de pH podem acentuar a deficiência de boro relacionada a um outro distúrbio fisiológico da cultura, caracterizado pelo surgimento de um orifício no caule, sendo conhecido como “talo-o-co” ou “caule-oco” (Melo et al., 2016).

Assim, o manejo correto da calagem, em quantidade e forma de aplicação, é essencial a fim de se evitar que ocorram deficiências desses nutrientes no solo e contribuindo assim para o desenvolvimento adequado da couve-flor. Segundo Melo et al. (2016), as práticas da calagem e adubação são de grande importância em cultivos que visam aumentar a produtividade, pois auxiliam no aumento do diâmetro e na massa das inflorescências em couve-flor.

Além disso, May et al. (2007) ressaltam que a calagem constitui a forma menos onerosa de proporcionar o fornecimento de cálcio e magnésio para a cultura.No que concerne ao manejo inadequado do solo, é importante lembrar que tanto no sistema orgânico como no convencional, o manejo incorreto pode vir a trazer sérios problemas, sendo os mais frequentes relacionados à fertilidade do solo. Caso esta não seja efetuada por meio de análises periódicas, aumenta-se o risco de determinados erros na fertilização do solo, podendo ser para menos ou para mais (Alcântara e Madeira, 2007).

Segundo Alcântara e Madeira (2007), ao ocorrer o erro para menos, o resultado acaba sendo a deficiência ou falta de um ou mais nutrientes para a planta, podendo um único nutriente comprometer todo o desenvolvimento da cultura, assim como sua produção. Ainda segundo os mesmos autores, quando o erro incorrido é para mais, resulta em toxidez, aumentando os gastos com fertilizantes, sendo que o uso destes em doses maiores que as requeridas pela cultura pode levar ao excesso de um ou mais nutrientes. No caso de deficiência, esta possui uma solução mais simples, pois é possível aplicar o nutriente por meio de algum fertilizante, dependendo de qual seja o nutriente e o estágio da cultura. Já no caso do excesso, este é um pouco mais complicado de corrigir, não sendo passível de solução em curto prazo.

Como o ciclo das plantas é geral-mente curto, o olericultor pode plantar diversas culturas em uma mesma área, com a vantagem de produzir o ano todo, tendo uma fonte de renda estável, independentemente da estação climática. Para atender melhor o consumidor, a Secretaria, por meio da Agência Pau-lista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), realiza constantes pesquisas para melhorar a qualidade da produção. Uma delas é a alface com quantidade de zinco até 16 vezes maior nas folhas, resultado de uma pesquisa desenvolvida no Instituto Agronômico (IAC). A biofortificação desse alimento foi obtida a partir de aplicações de doses crescentes de sulfato de zinco no solo, até o limite que não impacte a qualidade, a produtividade da planta e o ambiente.

Ao ingerir 50 gramas, ou seis a sete folhas dessa alface biofortificada, a pessoa estará suprindo cerca de 25% da re-comendação diária desse importante re-forço do sistema imunológico humano.

Telas de sombreamento


Outra pesquisa da APTA analisa o uso de telas de sombreamento para a produção de hortaliças folhosas no verão, época chuvosa onde há grande perda de solo, o que resulta em redução de produtividade e degradação do solo. No manejo do ambiente foram estudadas diferentes telas de sombreamento associadas ao não revolvimento do solo.

No manejo do solo foi avalia-do o “Plantio direto de diferentes variedades de alface e rúcula em Brachiaria ruziziensis cultivada nos canteiros antes do plantio das hortaliças”. Os resulta-dos do trabalho mostraram elevada redução de plantas daninhas com a palha da Brachiaria ruziziensis no cultivo dessas hortaliças. Houve, ainda, benefícios do plantio direto na qualidade física e redução da temperatura do solo, o que, para o cultivo no verão, é muito importante”, afirma Andréia Hirata. Ao longo dos cultivos houve aumento da produtividade no plantio direto sobre B. ruziziensis em relação ao plantio convencional, além de conservação dos canteiros, os quais ficaram protegi-dos das chuvas abundantes do período. O cultivo de braquiária na palha protegeu as folhas do respingo de chuva no solo. “Isso pode até reduzir uma operação pós-colheita, que é a de lavagem da alface para tirar a terra aderida às folhas, que ocorre no plantio convencional”, finaliza a pesquisadora.

Atualmente, a agricultura vem exigindo adoções de práticas racionais ao meio ambiente, visando atender à crescente demanda por alimentos, tanto em quantidade como em qualidade. Neste cenário, o uso de ácidos húmicos, que são resultantes da decomposição da matéria orgânica, tem se tornado uma alternativa viável para as plantas. Suas propriedades físicas, químicas e microbiológicas são capazes de proporcionar incrementos na produtividade em função dos benefícios promovi-dos não só na estrutura física e química dos solos, como também no metabolismo das plantas.

Devido à natureza complexa ainda pouco conhecida dos ácidos húmicos, seus efeitos não são fáceis de serem explicados, uma vez que existem substâncias húmicas muito diferentes, seja em função da origem do material, métodos de extrações e/ou pelas diferentes concentrações de ácidos húmicos contidos. De acordo com pesquisa do professor da Fazu (Faculdades Associadas de Uberaba), Dr. Saulo Strazeio Cardoso, em parceria com a bióloga Marcela Ca-etano Lopes, doutoranda em Agronomia/Horticultura, cada espécie vegetal pode reagir de forma diferente à aplicação dos ácidos húmicos, bem como apre-sentar respostas diferenciadas à medida em que for se desenvolvendo.

Nesse contexto, novos estudos de-vem ser realizados visando explicar questionamentos sobre recomendação (dose e épocas de aplicação) em função dos diferentes tipos de solos, condições ambientais, tipos de plantas e fontes de ácidos húmicos. Mais enraizamento para a cebola.

Os ácidos húmicos presentes nos solos agem de forma semelhante à auxina, ou seja, proporcionando a expansão e elongação das células e, consequentemente, o crescimento das raízes. Esse fenômeno ocorre devido ao estímulo na atividade da H+ -ATPase (bombas de H+) de membrana plasmática, em função das substâncias húmicas que apresentam baixo peso molecular favorecerem a emissão de pelos radiculares e raízes laterais finas, tendo assim um aumento das raízes das plantas.

As H+ -ATPases são enzimas transmembranares eficientes para hidrolisar ATP, possibilitando energia e gradiente eletroquímico, os quais apresentam interação direta com os mecanismos responsáveis por proporcionar o desenvolvimento e crescimento dos vegetais, isto é, concedem maior plasticidade na parede celular, favorecendo o crescimento e divisão celular. Sendo assim, pode-se dizer que os ácidos húmicos alteram diretamente o metabolismo bioquímico das plantas e, por consequência, influenciam no seu crescimento e desenvolvimento. Possibilidades Existe, no mercado, uma diversidade de produtos contendo ácidos húmicos, cuja fonte mais utilizada para a fabricação é a leonardita. Porém, é possível obter ácido húmico de outras fontes, como carvão, turfas, estercos, resíduos humificados e vermicomposto.

Os ácidos húmicos, quando empregados, proporcionam benefícios às propriedades físicas e químicas dos solos, favorecem o aumento das raízes e a absorção de nutrientes pelas plantas. Manejo A aplicação de ácidos húmicos pode ocorrer desde o início do ciclo da cultura, podendo ser aplicado via solo ou foliar. Tem-se também a opção de realizar a aplicação no solo e complementar com a aplicação via foliar. Com relação às doses, número e época de aplicação, deve-se levar em consideração a fertilidade do solo em questão, o material genético cultivado, as condições climáticas da região e as recomendações do produto comercial estabeleci-do pelo fabricante. Benefícios à cebola Uma diversidade de culturas pode ser beneficiada com a aplicação de ácidos húmicos.

Resultados já foram relatados com as culturas da alface, cebola, tomate, beterraba, melancia, citros, mi-lho, abacaxi, banana, dentre outras. Os resultados obtidos para a cultura da cebola com o uso de ácido húmico são bastantes variáveis e dependem das substâncias húmicas utilizadas, concentração, grau de purificação do material e das condições em que foram realizados os experimentos. Informações na literatura indicam que o emprego de ácidos húmicos e fúlvicos na cultura tem proporcionado aumentos em sua produção.

Estudos avaliando diferentes produtos comerciais ricos em ácidos húmicos obtiveram um aumento de 17% na produtividade comercial da cebola, com-parado à testemunha (sem aplicação de fontes de ácidos húmicos). Outros estudos reportam que a aplicação de 2,0 kg ha-1 em sulco de plantio aumentou a disponibilidade de nutrientes para as plantas e, consequentemente, sua produção. Foi observado também que a aplicação via foliar aos 60 e 80 dias após o transplantio das mudas, com o uso de um produto comercial contendo 18,5% de ácido húmico, proporcionou aumentos no crescimento vegetativo, na produção de bulbos e qualidade da colheita.

As substâncias húmicas são com-postos derivados da decomposi-ção de produtos de origem ve-getal e animal. Vários materiais são ricos em substâncias húmicas, como a turfa, leonardita, vermicompostos e até mesmo o solo. Fracionados quimicamente, as SH são divididas em huminas, ácidos húmi-cos e fúlvicos, cada um com sua especificidade e utilização, contudo, os ácidos húmicos e fúlvicos são destinados praticamente a todos os usos agrícolas.

Pesquisas


Grande parte dos mecanismos de ação das SH já foram caracterizados. Sabe-se que o aumento dos teores de auxinas, giberelinas e citocininas foram demonstrados por Silva e Colaboradores (2011) e Caron e colaborares (2015). Ou seja, pode-se definir que o uso das substâncias húmicas tem influência direta no desenvolvimento radicular.

Além do maior volume radicular, o surgimento de novas raízes laterais e pelos radiculares também é presente - isto se dá pela associação e biossíntese de auxinas e óxido nítrico. Além disso, efeitos diretos dos hormônios na germinação fazem com que esta apresente maior germinação e emergência de plântulas, com vigor acentuado e de alta qualidade.

Em estudos realizados com aplicação em mudas de tomateiro de substâncias húmicas provindas de turfa, observou-se estímulo ao aparecimento de pelos radiculares em baixa concentração (2 mmolc L-1), principalmente próximos à coifa.

Ao se utilizar mutantes de tomateiro com gene repórter, permitiu-se observar a indução de rotas ligadas à produção de auxinas, quando tratado com ácidos húmicos (Silva et al, 2011). Assim, os ácidos húmicos, que são frações humificadas com maior bio-atividade, apresentam maior capacidade de indução de raízes laterais no estágio inicial do tomateiro, resultando, assim, em uma planta com melhor qualidade desde o início do cultivo, para o campo ou até mesmo para a casa de vegetação.


Postado por Giro Rural : https://girorural.com/nao-importa-o-sotaque-de-norte-a-sul-temos-a-cebola-ideal-pra-voce/

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